terça-feira, 12 de abril de 2016

14 O diagnóstoco

                               
             
                                                 Os três dias que sucederam a cirurgia foram tranquilos. Eu falava, com a voz um pouco rouca mas audível, Evitava mexer o pescoço de forma brusca, mesmo sem sentir dores mais fortes. Mônica ficou dois dias comigo e foi o suficiente. Deixou comida pronta e anotou os horários em que eu deveria tomar os remédios. Senti logo no segundo dia câimbras intensas. Nem era um formigamento. Eram câimbras em lugares que nunca imaginei ter um dia. Na parte de dentro da boca, dentro do estomago, nas bochechas cada vez que eu ingeria líquido. Comecei imediatamente com o cálcio e tudo foi normalizando.
                                                 Realmente eu me sentia bem. Dormia um pouco à tarde, coisa que não sou habituada, e me sentia mais cansada do que o normal, mas nem tanto assim. Talvez pelo efeito da anestesia, pela cirurgia mesmo no geral. À noite para dormir era um desconforto.
                                                  A sexta feira chegou. Um dia lindo e quente. Eu me sentia bem e no dia anterior tinha ligado para o consultório do Dr Ricardo para confirmar o horário. Estava marcado para as 0800h e às 0745h eu já estava lá sentada aguardando.
                                                  Sentei em frente a sala dele e vi uma sombra se movimentando no interior. Perguntei para a recepcionista se ele havia chegado e ela confirmou.  Uns quinze minutos depois, às oito horas em ponto, ele abriu a porta e pediu para que eu entrasse.
                                                  Eu estava com um misto de ansiedade e curiosidade, mas ele não foi direto ao ponto.  Perguntou como eu estava, eu falei das câimbras e ele disse que eu poderia ter ido em uma unidade de emergência para aplicar o cálcio de forma intravenosa caso ficassem muito fortes. Não achei que tivesse sido para tanto, mas me esclareceu.
                                                   Para retirar o curativo ele foi bastante cauteloso. Foi tirando devagar e não doeu. Estava bem sequinho, Uma linha bem pequena e fina. Fiquei aliviada.
                                                   Em seguida começou a falar sobre a parte que mais interessava. Disse  que toda minha glândula tireoide foi retirada e enviada para a biopsia no laboratório naquele mesmo dia mas não estava com ele o resultado. Dei uma murchada daquelas! mas logo após ele disse que pediu a colega para mandar o resultado para o e-mail dele, e isso ainda poderia demorar um pouco mas sairia naquele mesmo dia.
                                                   Poderia demorar o dia inteiro que eu não arredaria o pé dali até saber.
Não demorou tanto assim, Fiquei aguardando na sala de espera por uns vinte longos minutos, quando ele abriu a porta e mandou eu sentar novamente. Ele não estava mais tão tranquilo. Senti a tensão no ar, os pigarros dele para começar a falar e quando eu estava a prestes de  falar : Vai! desembucha! ele, olhando a tela do notebook  abriu a boca:
                                                 " Marcia, aquele nódulo maior que foi biopsiado anteriormente não tinha nada demais, só sangue, tecido....... mas o menor......., aquele de 7mm .........deu positivo". 
                                                   Na minha cabeça temporariamente perturbada eu não conseguia traduzir aquela palavra "POSITIVO",  e  fiquei falando comigo mesmo por alguns segundos sem emitir som: Positivo? porque? de que? não entendi!.  Só que eu tinha entendido muito bem, mas ainda tinha esperanças de ter algo errado. Não tinha nada errado, Meu inconsciente já sabia. Minha boca falou sem minha permissão e perguntou: Qual dos tipos?  ( me referi a qual dos tipos de câncer de tireoide era o meu, porque alguns eram agressivos e um deles  praticamente fatal).
                                                   Era a deixa para ele emendar a resposta. Ele respondeu imediatamente após eu pronunciar as últimas letras da palavra "tipos":  CARCINOMA PAPILIFERO,  aquele tipo de câncer que tem maiores chances de cura. Dei aquela respirada até esgotar o ar da agonia, mas aproveitando a pequena trégua ele disparou: com METASTASE no linfonodo.  
                                                    Eu não fui acompanhada. Levei alguns segundos para processar aquelas informações. Naquele momento meu organismo desacelerou  e , como uma máquina, a tela inicial ativou o modo  Stand By.
                                                   
                                                                                   

segunda-feira, 11 de abril de 2016

13- O grande dia!

                                     

                                                                               
                                         Do nada, o  tempo começou a correr...   Como o dia 14 de março, o dia da cirurgia, caía em uma segunda feira, não pude ter Mônica ao meu lado no hospital. Para mim, seria bem tranquilizador, mas ela  estava trabalhando.  Sem problemas, sairia do trabalho e iria direto para a minha casa. Estrategicamente, estaria lá no dia seguinte, bem cedo, quando eu chegasse.
                                       Sendo assim, meu filho foi convocado para assumir a função de acompanhante. Dormiu na minha casa, acordamos e fomos para o Hospital.  Fiz todos os procedimentos para a internação e fomos para o quarto. Na verdade, uma enfermaria...
                                        Havia uma moça no outro leito, muito obesa, que tinha feito uma cirurgia bariátrica. Simpática, puxou conversa e perguntou se eu havia feito bariátrica também. Achei a pergunta estranha, mas respondi com gentileza que não, o meu problema era a tireoide.
                                         Enquanto isso, meu acompanhante se ajeitou em uma poltrona reclinável, bem confortável,  e  tratou de dormir.  Me tranquilizou muito mesmo, dormindo o tempo todo... kkkkkk.  Nos  horários em que se mantinha acordado, conversamos sobre a faculdade que ele estava iniciando. Nunca tinha visto o Raphael tão animado. Nunca havia demonstrado tanta empolgação nas duas faculdades que havia iniciado anteriormente - educação física e marketing. Tanto, que largou as duas pela metade.
                                        Antes de pensar em retomar os estudos, se apaixonou por fotografia. Meu irmão Marcelo emprestou a ele uma boa máquina, ele fotografou o aniversário de um ano de Antônia, minha segunda netinha.  Nasceu a paixão e ele decidiu transformar em ofício aquele novo hobby. Poderia ser mais um, entre os outros cursos,  mas o  diferencial foi que ele começou a estudar em casa, sozinho. Fez cursinhos, começou a comprar material, tudo isso sem ao menos ter inscrição aberta na faculdade. Ele estava empenhado, e mais do que isso,  fazendo planos de pós em cinema ou jornalismo. Acreditei! Dessa vez, fiquei muito feliz porque era para valer.                                                               
                                        Com a chegada do anestesista, interrompemos a conversa. Muito tranquilo, um ar paternal, conversou comigo, me questionou sobre possíveis alergias, respondi que não tinha;  medicamentos que eu usava: nenhum até aquele momento; diabetes : não; hipertensão: também não;  remédio controlado: não. Depois de responder tudo não, ele se deu por satisfeito. Eu também. Cumpri meu dever em cuidar tão bem do meu corpo, só assim enfrentaria melhor aquele percalço.
                                        Demorou bastante para me levarem ao centro cirúrgico. Eu estava em jejum, desde a meia noite do dia anterior, e já tinha passado da hora do almoço, nem água eu podia beber. Fui ficando mal humorada, meu acompanhante saiu para almoçar uma massa, o que me causou muita inveja! Quando ele retornou, se ajeitou novamente, para tirar uma soneca bem gostosa.... Estava aproveitando às minhas custas a dispensa do trabalho! 
                                        A equipe chegou cedo, mas o centro cirúrgico não estava liberado. Mais uma hora se passou, quando Raphael saiu para um cafezinho, chegou o rapaz com a maca e eu fui. Nem pude dar um beijinho no meu  filhão, mas daria muitos outros depois...
                                         Cerca de uma hora  e meia depois, voltei para o quarto. Dormia e acordava, Raphael teve que ir porque na enfermaria não era permitido pernoitar.  Na manhã seguinte, passei mal de enjoo e vomitei muito...Dois copos de 300 ml que estavam próximos, eu os enchi com uma precisão incrível, sem derramar, saí correndo com eles na mão e terminei o serviço no vaso sanitário.  ECA!
                                        Dr Ricardo apareceu cedo e me deu alta. Perguntei quantos nódulos tinha...ele disse que na sexta feira conversaríamos no consultório. Isso é bom ou ruim?
                                          Ele orientou para fazer uma alimentação leve, molhar  o curativo no banho,  mesmo estando coberto, prescreveu medicação, incluindo cálcio para as câimbras que viriam, dipirona em caso de dor e um anti-inflamatório. Eu não sentia dor! Tudo anotado, pequei minhas coisas, Marcelo me levou para casa. Mônica me esperava com uma sopinha maravilhosa. O enjoo passou! 

domingo, 10 de abril de 2016

12 Danilo chegou..........

                                                       Aproveitei o período do carnaval para deixar esse assunto em segundo plano - como se fosse possível! Danilo viria para o Brasil, eu só queria pensar nisso! A vinda dele foi muito providencial! Tudo estava previamente decidido, mas teve um sabor bem diferente. Foi um alento!
                                                      Ele conhecia minha família quase toda pelo Skype - coisa boa de tempos modernos não é? Aproveitamos o carnaval e ele conheceu todo mundo pessoalmente! 
                                                      Nos dividimos em vários almoços, e assim, por unanimidade, Danilo foi aprovado pela família! 
                                                        Vivemos momentos mágicos, entre almoços, jantares e passeios  maravilhosos.  Ele me tranquilizou quanto a cirurgia, me deu força, acendeu minha esperança de que  tudo ficar bem. Temos uma relação de amor, cumplicidade, amizade...Um casamento a ser realizar na Itália e nada vai atrapalhar isso!
                                                        Meu conto de fadas moderno vai acontecer sim, e tenho certeza que será na data prevista! Se antes eu queria que o carnaval passasse logo, agora minha vontade é que ele durasse pelo menos até o dia 14 de março. Mas como  tudo que é  bom passa rápido.....
                                                        Quando dei por mim já nos despedíamos...O encanto durou pouco, me despi das vestes imaginárias de imperatriz, voltei para minha realidade...e ele, para a Itália.
                                                       Os exames restantes foram feitos dias antes dele chegar. Com os resultados, logo, recebi uma ligação da secretária do Dr Ricardo, estava tudo certo. O procedimento foi autorizado pelo plano (adoro essa palavra : AUTORIZADO!)
                                                       Agora era respirar fundo, colocar em dia algumas pendências antes da cirurgia - Providenciar novo  passaporte, fazer uma boa faxina em casa, comprinhas e continuar minha rotina: papos e passeios leves com Mônica, infinitos diálogos com  meu filho Raphael, Zap e Skype com Danilo (assim que ele colocou os pés em Roma), conversa fiada com as amigas, irmão Marcelo e a fofa  da minha cunhada Louise, sobrinha Aline,  minha vizinha Sandra, fofices com minha nora e netas  e por aí vai....
                                                        Dei uma diminuída nas atividades físicas, não por limitações, mas por causa da minha cabeça que estava confusa. Como eu estava com aqueles nódulos na tireoide e não sentia nada? Me imaginava caindo dura no meio de uma corridinha na orla, sendo socorrida em uma ambulância..... eu viajava naquele cenário. Deu medo!  Resolvi sossegar o facho, fazer um pilates de leve em casa mesmo. Sou prevenida, tenho bolas, pesinhos etc..... A única coisa que não fiz foi  subir e descer os 10 andares de meu prédio duas vezes. Fazia isso em dias chuvosos para compensar as corridinhas que não podia fazer! 
                                                      A alimentação continuava ainda mais seleta!  Precisava fortalecer meu corpo ainda mais. Só o vinho tinto, eu mantinha uma taça ao dia. Faz bem para a saúde, relaxa e ninguém é de ferro! 
                                                     

sábado, 9 de abril de 2016

11 - Dois numa tacada só

                                              
                                            Não precisei de indicação de otorrino, já tinha o meu. Dr Bié!  Não marcava uma consulta há uns quatro anos com ele. Fui pela manhã e à tarde seria a vez do cirurgião surpresa. Tudo pertinho de casa, facilitando a minha vida! 
                                            Chegamos quase na mesma hora, ele já veio me cumprimentando. Logo me chamou, contei tudo novamente...por isso, é melhor um blog quando se trata de família e amigos...Imagina contar tudo isso para cada pessoa! 
                                              Como é um consultório mega equipado, fez revisão no meu ouvido, palpou meu pescoço, e fez um exame de laringoscopia. Finalmente, disse que nenhum nódulo pressionava minhas cordas vocais. Diagnosticou uma fissura que justificou a mudança  na voz, explicou como funcionava, disse que não era nada de mais, podendo ser tratado com fono, caso houvesse piora do quadro
                                    Fiquei tranquila! Respirei aliviada. Ele ainda fez algumas anotações na minha ficha, quando percebeu o tempo que eu não colocava a cara lá. Comentou que nem parecia esse tempo todo..... Isso porque é um médico que conhece o paciente, trata com proximidade, muito bom revê-lo! 
                                          Me despedi com menos quinhentos gramas de peso nos ombros e fui para casa. Ainda dava tempo de almoçar para encarar o cirurgião no segundo round! 
                                              Almocei, coloquei algumas coisas em dia e parti para a consulta com o cirurgião. Estava muito ansiosa para saber o que aconteceria, qual seria a sugestão dele.
                                               Super pontual, me recebeu comentando sobre o amigo que o indicou, fez muito elogios, haviam trabalhado juntos no Hospital da PMERJ e no INCA. Tudo me deixou mais tranquila...confiei de cara! 
                                               Em seguida, ele me examinou, palpou o nódulo, conversou bastante comigo. Deu uma outra aula sobre a glândula tireoide, desenhou, palestrou. Eu, atenta, fazendo perguntas, usando termos técnicos. Já estava me achando "a especialista" na área #soquenao kkkkk...Perguntei sobre repetir a biópsia e ele disse que não precisaria. Falei ainda, sobre o terceiro nódulo, encontrado na segunda ultrassonografia, aquele de 7mm... Ele disse que provavelmente já estava lá, só não foi observado na  primeira ultrassonografia.
                                              Ao final, ele concordou com a endocrinologista, o melhor procedimento seria retirar toda a glândula. Mesmo com os nódulos concentrados no lado direito, com os lados direito central e esquerdo desobstruídos, não era bom arriscar a possibilidade de uma segunda cirurgia em um futuro proximo . A glândula seria retirada inteira para a biópsia, os nódulos seriam "fatiados" e examinados, não haveria nenhuma dúvida! 
                                             Os exames  recentes serviriam para o pré operatório. Só precisei de mais alguns, como raio x de pulmão e risco cirúrgico. A cirurgia foi marcada para o dia 14 de março no Hospital do Amparo no Rio de Janeiro - onde minha segunda neta nasceu. Boas lembranças...
                              Chega e vai embora logo Sr carnaval, porque tudo que eu quero e  me esconder atrás de uma máscara, mas não estou para brincadeiras, literalmente!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

10- Outra opinião



              

quinta-feira, 7 de abril de 2016

9- A Louca

                                    Quando peguei o resultado da biopsia por punção aspirativa, levei para a médica avaliar e tive uma grande surpresa. Ela parecia uma outra pessoa. Estava meio surtada, falando pelos cotovelos sobre coisas que nada tinha a ver comigo. Reclamava ainda mais da secretária, dizia que não queria atender homem naquele dia, que estava cheia de problemas etc... mas até aí tudo bem. Estava num mau dia (quem nunca?) pensei com meus botões.
                                    A consulta  demorou mais e eu estava ficando impaciente. Coloquei o resultado na mesa mas ela ainda continuava a falar. Enfim, ela se tocou que eu não estava interessada em suas queixas e me deu atenção. Leu, releu, fez uma cara de quem não gostou e disse: Aqui está escrito  que é benigno. Não diz muita coisa, mas eu não vou contestar. Você vai  retornar  no final do ano e se perceber que os nódulos aumentaram você volta antes. Se sentir desconforto para engolir vira o pescoço para o lado. Vou ficar acompanhando. Eu perguntei quanto a cirurgia e ela disse que não precisava.
                                     Perguntou sobre minha alimentação e eu falei cheia de orgulho com o peito estufado, como quem relata a lista da seleção brasileira de mil novecentos e setenta. (tudo de melhor).  Descrevi meu café da manhã com integrais, sucos, falei  dos meus damascos, nozes, amêndoas,  do bom e velho mamão com castanha do Pará, lembrei do brócolis, peixes, legumes, verduras e tudo mais. Ela debochou: Para que isso? tudo bobagem! você não sabe de nada. Tudo moda, come o que quiser nas horas certas e pronto!  Parecia que eu estava sendo atendida  pela Dra. Lorca daquele antigo quadro do zorra total "isso não poooooooode!"  (morri).
                                     Estava louca, só pode! Da outra vez ela disse que o caso era cirúrgico, independente do resultado da biopsia porque haviam vários fatores negativos como o nódulo maior que um centímetro, o histórico familiar de doenças de tireoide nos dois lados da família,  minha idade e ainda tinha a tireoglobulina que aumentou mais um pouco, e  agora ela esquece tudo e diz para fazer acompanhamento? Realmente não entendi nada, mas também não contestei.  A consulta com a outra endócrino estava próxima e eu esperava realmente que ela fosse a minha salvação.
                                       Apesar de ter um exame favorável nas mãos eu ainda tinha um alerta dentro de mim que não desligava. Decidi telefonar para aquele meu médico que indicou aquela estranha criatura e pedir encarecidamente a ele que não indicasse a mais ninguém até ele saber o que estava acontecendo com ela. Por motivos óbvios em nenhum momento citei o nome dessa pessoa aqui, nem do meu pobre ginecologista para não compromete-lo. Ele é maravilhoso e sei que teve a maior boa vontade do mundo, mas também foi enganado.
                                        Pouco tempo depois eu soube de três pacientes que eram meus conhecidos  que me contavam, em momentos diferentes, que fugiram dela, que era louca. Fiquei perplexa. Não era atoa que o consultório  estava sempre  vazio, a agenda sempre livre e a secretária nunca estava. Quem sabe não fugiu também?  Agora era torcer para a outra médica ser normal.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

8- O resultado

                
                                    Estava desconfiada e tranquila ao mesmo tempo, o tamanho do nódulo maior era um pouco assustador, mas acredito que se fosse maligno eu não estaria tão bem, mesmo o câncer de tireoide         sendo praticamente assintomático. Torcia para ser benigno!
                                   A partir daí, comecei a buscar na internet informações sobre nódulos de tireoide. Li muita coisa boa, muita coisa ruim...como uma policial experiente comecei a traçar meu plano de ataque,caso o inimigo fosse maior do que eu esperava. Descobri muita coisa, li alguns blogs que falavam sobre o assunto. Não queria ser pega de surpresa!
                                   A própria endocrinologista disse que os tumores de tireoide em sua grande maioria - 90% são benignos, dos 10% que seriam malignos, as chances de cura são muito altas. Descobri que existem quatro tipos entre os mais "famosos".  Os mais comuns  são:
                                    Papilifero - geralmente cresce muito lentamente, pode se espalhar para os gânglios linfáticos do pescoço, e a taxa de cura é muito alta .
                                    Folicular - segundo tipo mais comum. Raramente se espalha para os linfonodos, entretanto, pode atingir os pulmões ou ossos. A taxa de cura também é alta.
                                    Medular - menos comum, um pouco  mais complicado que os  outros, mais ainda sim, com boas taxas de cura.
                                    Anaplásico - mais agressivo, na maioria dos casos, afeta pacientes acima de 65 anos.
                                     O câncer de tireóide afeta mais mulheres que homens e  não existe uma idade certa.    Sendo assim, minhas chances eram ótimas de ter um tumor benigno. Comecei o preparo psicológico para uma cirurgia de retirada dos nódulos, mesmo correndo risco de remover toda a glândula.    
                                     O prazo para a entrega do resultado da biopsia era uma semana, mas quem aguenta? Realmente, a pressão foi punk!  
Nesse período, conversei  muito com a Mônica e amenizava a situação para outras pessoas. Para minha mãe não havia falado do risco que eu corria, e meu filho, cada vez ficava mais desconfiado, que eu escondia algo. Não, eu não escondia nada, aliás, eu nem sabia o  que era esse algo. Passaram apenas três dias e verifiquei na caixa de email, uma mensagem do laboratório. Tremi na base, respirei fundo e abri. Lá estava o resultado:
Registro: 2780-2016 (entrada 19/01/2016) Data de saída:21/01/2016
Paciente: MARCIA JERONIMO 
Médico: --
Convênio: --
Material: Biópsias aspirativas em lobo direito da tireóide.
MICROSCOPIA
1 - Esfregaços (03) contendo raras células foliculares e escasso colóide além de 
hemácias.
2 - "Cell block" mostra folículos distendidos revestidos por células foliculares 
típicas, em meio a estroma fibroso. Acompanham hemácias e moderada quantidade de 
colóide.
CONCLUSÃO
SISTEMA BETHESDA PARA RELATO DE CITOPATOLOGIA DA TIREÓIDE
1 - CATEGORIA: I
INSATISFATÓRIO.*
2 - CATEGORIA: II
BENIGNO.
CONSISTENTE COM NÓDULO BENIGNO FOLICULAR (NÓDULO COLÓIDE). 
                                       
                                         Fiquei feliz por ler a parte do benigno e confusa com a parte do insatisfatório! Passei a tarde me consultando novamente com o Dr google. De qualquer forma, eu já havia marcado com a endócrino, e de quebra, procurei marcar com outra médica, super indicada por uma amiga, dona do pet em que Milly toma banho. Sempre gosto de saber uma segunda opinião, e foi isso que fez toda a diferença! 

terça-feira, 5 de abril de 2016

7. A PUNÇÃO PARTE II

                                

                                

segunda-feira, 4 de abril de 2016

6 - A Punção parte1

                
                                            Após a consulta com a endócrino, mil caraminholas surgiram na minha cabeça!
                                             Apesar da médica ter  explicado tudo com  mil detalhes, não processei 100% das informações. Eu pensava nas estratégias de guerra! Mentalmente, amarrei a faixa do rambo, vesti o camuflado e parti para a guerra da marcação, autorização e o medão de fazer a tal da punção da tireoide...!
                                            Só consegui marcar para o início de janeiro e não posso reclamar porque dei sorte. Tenho um plano de saúde, por mais que eu tivesse brigado, procurado lugar para fazer, não conseguido, ligando novamente, não conseguindo novamente, o tempo foi passando, até que recebi uma ligação da Unimed: a atendente me informou dia, hora e local para fazer o exame. Quase soltei fogos! Que felicidade! Nunca imaginei que ficaria tão feliz para levar uma agulhada no pescoço. Dancei com Milly ao som de Pre pa ra! Nem todo mundo tem a sorte de ter um plano de saúde, nem todo mundo tem a sorte de poder fazer exames perto de casa. Agradeço a Deus todos os dias por isso!
                                           Chegou o Natal, o Ano  Novo, tentei minimizar a situação para a família, mas contei que estava fazendo exames por causa de problemas na tireoide. Passei as festas com falsa tranquilidade porque o bicho punção estava me atormentando. Meu filho perguntando muito, eu só pincelando. Para minha irmã não tinha segredos, sempre sabe de tudo que se passa comigo, meu irmão e cunhada pouco sabiam, eu preferia esperar mais para informar. 
                                           O tempo se arrastava........ A agonia tomava conta de mim! Minha amigas  estavam acompanhando tudo entre telefonemas e mensagens. Ana (que foi comigo na ambulância no episódio do coração) me acompanharia para o exame, por morar mais próximo e as outras estarem trabalhando, mas na última hora foi chamada para entregar documentos em outra cidade, onde seria nomeada para um trabalho que ela aguardava há meses .Não tinha como.... Evitei alterar a rotina das outras pessoas em cima da hora, falei com minha irmã que teve a ideia de mandar meu sobrinho Pedro. Ele  estava disponível e poderia ser meu acompanhante. Perguntou se havia problema e eu disse que não, mesmo porque não tinha outra opção...Mas vamos combinar que homem não é melhor companhia nesses momentos, mas ele é sempre um bom ouvinte.
                                          Chegou o dia! Meu sobrinho dormiu de véspera em minha casa, tinha que estar cedo no centro da Cidade. De qualquer forma, foi rápido de metrô. Chegamos, peguei uma senha, sentei com Pedro e fiquei aguardando aqueles infindáveis minutos para ser chamada.      
                                         Passaram-se mais ou menos quarenta minutos quando meu número apareceu na tela. Me dirigi ao balcão e entreguei a papelada. A recepcionista pegou o telefone, discou e leu para quem estava do outro lado da linha os detalhes do exame. falou meu nome, numero do pedido  e outras coisas mais. Falava: ok...........  aguardo..........ok..............estou aguardando.........  e eu com o coração acelerado!         No final de uns cinco minutos de filme de suspense, ela  desliga o telefone e me diz:    O  plano não autorizou.           OIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII???????????????????????????????????????????????????????   Como assim??? Não autorizou????? Foram eles que marcaram, foram eles que me ligaram informando hora e local!!!!  COMO NÃO AUTORIZOUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU! Nada adiantou meu surto, quase psicótico. Peguei meu celular, liguei para o plano, pedindo explicações. Nenhuma explicação humanamente compreensível. Simplesmente era praxe, foi isso que ouvi. Liberariam o exame em três dias úteis, sendo que tinha o feriado no dia seguinte e um final de semana depois. Nunca pensei que um dia eu pudesse vir a odiar tanto um feriadão! 
                                          Me senti impotente, tensa, revoltada, e minhas forças estavam se esvaindo. Eu estava desmontando! A cabeça começou a doer, os olhos se encheram de água, mas eu não queria desmoronar ali. Fui para casa, despachei  Pedro, respondi as dezenas de mensagens de WhatsApp de meu namorado que perguntava: Já fez?  já fez? Já fez? Já fez???????????????????????  Naquele momento, eu queria ir à Itália e derrubar a Torre de Pizza na cabeça do Danilo!
                                          Entrei em casa e chorei tudo que não havia chorado durante todos aqueles meses. Esvaziei a alma , respondi a todos que queriam saber como foi e me recolhi à minha temporária insignificância.
                                     

domingo, 3 de abril de 2016

5- A esperada consulta

                                        Chegou a segunda feira  e fui para a  consulta com a endócrino indicada pelo meu ginecologista e foi muito rápido. cheguei quinze minutos antes no consultório, que ficava a duas quadras da minha casa,  apertei a campainha e ela mesma me atendeu, toda simpática. Pediu que eu aguardasse, pois estava sem secretária e já me atenderia.
                                         Ela me chamou depois de uns 10 minutos e eu entrei em sua sala. Sentei e percebi que ela estava muito enrolada sem conseguir se entender com   dois notebooks que estavam em cima de sua mesa. Reclamava da secretária que deixou para fazer exames de saúde naquele dia, que deveria ter feito quando estava de férias, falou de sua mãe, falou sozinha, tudo muito estranho, mas enfim... foi uma indicação de alguém em quem eu confiava há 30 anos.   Depois de tagarelar por uma hora, perguntou o que havia acontecido. Tratei de fazer um resumão de tudo, com ênfase nas partes mais importantes porque eu não estava a fim de passar o resto da tarde naquele lugar sabendo de coisas que não me interessavam, Já estava com o resultado do exame da ultrassom da tireoide ,exames de sangue etc... e coloquei na mesa. Ela, antes de olhar me deu uma aula de como funciona a glândula tireoide, que fica situada na frente da laringe, um pouco abaixo do pomo de adão,  tem uma forma de borboleta, e é responsável por regular as funções de importantes órgãos como coração, o cérebro, o fígado e os rins. Produz os hormônios T3 e T4. Quando a tireoide não funciona de maneira correta, pode liberar hormônios em quantidade insuficiente causando o hipotireoidismo, ou em excesso ocasionar o hipertireoidismo e nessas situações o volume pode aumentar, o que é conhecido como bócio.
                                                                           
                                                                          
                                        Perguntou de existia algum caso de doença dessa glandula na família e eu lembrei que sim. Minha avó, mãe do meu pai, tinha o tal do bócio. Lembrei disso, porque apesar dela per morrido há muitos anos e eu ser muito pequena, aquele  caroço enorme que ela tinha no pescoço me dava medo. Lembrei logo. Até hoje ninguém sabe me dizer exatamente  do que ela morreu.  Também uma das irmãs de minha mãe sempre se queixou de problemas sérios de tireoide , no caso, hipertireoidismo.   Só pude imaginar que um filme de terror estava começando a ser rodado e eu fazia parte do elenco, só que eu não estava gostando do papel que o diretor ia me dar  (ainda era um filme na minha cabeça).
                                           A médica então,  depois de analisar os exames, estendeu a mão e disse: Parabéns, você foi sorteada!
                                            Apesar da minha tireoide ser bem comportada e trabalhar direitinho, sem hipo nem hipertireoidismo, os imagens  nodulares estavam lá:
                                            O   maior com 27x14x18 mm , contornos regulares, vascularização central maior que periférica ao Doppler colorido, hipoecóico, heterogêneo devido a microcalcificações em lobo direito;
                                            O outro  com 13x 6x 12mm hipoecóico, homogêneo, contornos regulares, vascularização periférica ao doppler colorido em lobo direito.
                                            Lobo direito com 49 x 17x 20m de dimensões, lobo esquerdo com 45x 12x  16 mm de dimensões e istmo medindo 23x3x18mm.
                                            Ainda tinha a tal da tireoglobulina, (um exame de sangue) que estava um pouco acima do normal, e foi explicado que sozinho esse exame não quer dizer muita coisa, apesar de ser um marcador tumoral.  Entendeu? Nem eu!,
                                              Ela disse que não tinha gostado nada nada da cara do  nódulo maior (já tinha ouvido isso antes). Sinceramente, não dei conta da situação na hora, mas um alerta vermelho se acendeu. A médica me informou que devido aos nódulos relativamente grandes , a minha idade e ao histórico familiar ( sacanagem comer tão bem, tirar onda de manter 60 kg para 1,68m e ter um corpo saudável aos 55anos e ganhar esse presente de grego das mulheres da família.) Coitadinhas...elas também herdaram de alguém.....vá saber......
                                            Ao final a Dra.  indicou uma cirurgia de tireoidectomia total para que no futuro os nódulos não crescessem e não se transformassem em monstros que iriam me atormentar, pois já estavam grandinhos e era melhor cortar o mal pela raiz.
                                           Depois de xingar por dentro até a ultima geração, fui encaminhada para fazer uma biopsia por punção e retornar com o resultado posteriormente.   Eu  já deveria procurar marcar uma consulta em um cirurgião de cabeça e pescoço para possivelmente ter que fazer o procedimento..
                                            Lembrete:  Ligar para meu ginecologista para pedir outra indicação...
                                            
                                           

sábado, 2 de abril de 2016

4- Partiu exames


                            
                                        O tempo passou rápido, entre exames e resultados, continuei seguindo minha vida normalmente. Não sentia nada, mas tinha o receio de acontecer novamente. Substituí a corrida por caminhada e a alimentação continuava leve, como sempre. Às vezes, umas taças de vinho, que não fazem mal a ninguém, e vida que segue.....      
                                     Abria os resultados e olhava todos, muito curiosa! Consultando o Dr google para tentar decifrar os números, comparando com os valores de referências. Para variar, não entendi muito. Mas a ultrassonografia de carótida chamou minha atenção - estava linda e maravilhosa, contudo, havia uma observação atentando para imagens nodulares na tireoide. Eu tentei me antecipar à consulta, mas isso não funciona, só serve para dobrar a ansiedade.
                                     Logo, retornei ao consultório do cardio e aguardei novamente duas horinhas para o atendimento. Isso não era importante, aliás dei graças à Deus...Afinal, é só chegar e sempre cabe mais um!! Muitas pessoas idosas aguardavam, eu ajudava... Pegando água para um,  levantando para outro sentar, conversava com aquela que ninguém queria mais ouvir, sorria e esperava...Enfim, chegou minha vez!! 
                                        Entrei na sala, de pé mesmo, mostrei os exames.   Ele, muito atento, olhou bem...no final, disse que os exames clínicos estavam ok. Mas pediu para fazer uma ultrassonografia na tireoide, devido à sugestão de imagens nodulares. 
Eu já estava cansada daquilo, mas como disse, sou uma pessoa disciplinada e não deixo nada para depois.  Agilizei para fazer antes de dezembro, com a proximidade das festas tudo fica mais difícil, fazer exames e outras coisas mais. O Brasil parece que fica estacionado...eu não queria empurrar a situação para o próximo ano, e fui à luta. Marquei em novembro mesmo a ultra da tireoide, após ter feito, encontrei meu ginecologista na rua, a caminho do consultório . 
                                        Contei o que se passava e pedi uma indicação de um endócrino. Confio muito no meu cardiologista, mas sentia que estava na hora dele passar a bola para o atacante.  Ele indicou prontamente e me tranquilizou, dizendo que meus exames regulares mostravam perfeito funcionamento da glândula, mas que eu deveria fazer o exame e levar para o especialista. Eu sabia que não tinha hipo nem hipertireoidismo, mas vamos investigar...
                                       Voltei mais confiante para casa! Brinquei um pouco com Milly Maria, minha cachorrinha fiel. Com 14 anos, me conhece bastante, já sentia um pouco do meu estresse...Mas, continuei minha rotina porque a vida não pode parar, né, gente!
                                       Passou uma semana, com o resultado, parti para o consultório do Dr João. Mesmo tendo marcado uma endócrino, eu precisava mostrar a ele primeiro, afinal foi o investigador incansável, quem deu o pontapé inicial, merecia ver antes de qualquer um!  Dessa vez, tinha pouca gente, talvez por ser final de ano...mas logo descobri, era uma sexta feira, 15 horas, o consultório sempre está mais vazio. Pena não saber disso antes!
                                      Atencioso como sempre, perguntou como eu estava...respondi: bem! (bem apavorada) e entreguei logo o resultado. Ele abriu, olhou bem e disse:  "-Não gostei desse nódulo"! Já marcou a endocrinologista? respondi: -sim, segunda feira.  Ele disse: fique tranquila  "Você está salva"!   Agradeci e me despedi, esperando que sim.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

3 - São João....ou melhor...Dr João

                    

                                     Chegamos no hospital! Eu, super tranquila, sabendo que não corria risco, achando um exagero aquele aparato todo: sirene, maca, soro...querendo enfiar a cabeça em um buraco. Já viu alguém com vergonha de ser internada?
                                       Sendo levada para o CTI, pensei: Gente, isso só pode ser brincadeira, o que está havendo? Pegadinha?
                                       Fui colocada no isolamento, os médicos e equipe de enfermagem muito atenciosos. Meus irmãos chegaram preocupados, ninguém podia entrar. 
                                       Mônica, meu anjo de guarda, procurou saber de todos os detalhes e foi informada que sofri algo como um infarto. Meu eletro estava alterado, eu não seria liberada enquanto não estivesse fora de perigo. Passei a noite olhando pela fresta da porta , na verdade nem era fresta, achei que nem tinha porta ou estava aberta...sei lá... 
                                       Aquelas pessoas no CTI, em estado grave, idosos, pessoas debilitadas, e eu ali...envergonhada da minha pressão arterial 11x 7 e batimentos cardíacos de bebê. Não entendi nada, mas desisti de questionar, afinal estava sendo bem assistida e não tinha nada a reclamar. Pedi a minha irmã que avisasse meu filho, namorado e amigas só quando eu estivesse realmente bem, para não preocupá-los mais do que o necessário.
                                        No dia seguinte, após ser transferida para o quarto, o médico veio me dar alta e disse que minha saúde estava melhor do que a dele. Para não dizer que estava o tempo todo bem, tive uma rejeição ao jantar, porque minha alimentação é a mais natural possível, sem óleo, açúcar, conservantes, e essas porcarias mais. Isso não me pertence! Mas lá, comi alguma coisa que me fez vomitar mais do que aquela criança no parque de diversões depois de uma volta na montanha russa. 
                                         Passei a noite na casa da minha irmã e prometi procurar um cardiologista, para tentar entender o que houve comigo.
                           
                                       Logo informei a todos que eu estava ótima!! Linda, loura e japonesa...mas ninguém acreditou! 
                                      Segunda providência: ir à casa da vizinha, minha amiga Sandra, dizer que estava tudo bem. Ela me indicou o Dr João Roberto Ribeiro de Oliveira, que também é clinico geral. Esse foi meu outro anjo. Deus adora colocá-los no meu caminho!! Liguei, mas não precisei marcar, é por ordem de chegada. 
                                      Era gente demais fazendo fila no corredor...o homem é bom mesmo! Cardiologista e clínico geral: "lacrou"!  Cheguei mais cedo, fiquei na fila e aguardei duas horas para ser atendida. Ele, de pé, consultório simples mas equipado. Medi a glicose: ótima, contei minha odisseia, fiz outro eletro. Verificou uma alteração, mas nada que justificasse o suposto infarto.
                                       Me examinou com calma, fez perguntas de praxe, disse que ia investigar e não ia sossegar enquanto não soubesse o que meu corpo queria avisar. Segundo ele, meu organismo estava escondendo alguma coisa e ele investigar para saber do que se tratava. Investigação é a minha praia: meu corpo ia falar, até mesmo sob tortura !! Rsrsrs...
Saí de lá com um pedido de Doppler colorido das carótidas e vertebrais, ecocardiograma com doppler colorido, cintilografia de perfusão miocárdica - em estresse e repouso, exames de sangue, urina e algumas recomendações. Era para ficar calma ou nervosa?
                                      Fiquei satisfeita com o atendimento daquele profissional, que talvez fosse a ultima esperança de tanta gente. Senti segurança nele... vi pessoas que aguardavam a vez de serem atendidas, quase fazendo uma vaquinha para comprarem um pedestal para o santo homem!! Depois entendi o porque...E assim continuei minha saga. Corta para o dia seguinte!